sexta-feira, 24 de julho de 2009

R.I.P Michael




Faz um mês que o rei do pop morreu.

Engraçado que lí tanta coisa a esse respeito nas semanas que sucederam o seu falecimento (na verdade bombardeada), eram textos que falavam bem, outros nem tanto, alguns traziam novidades, outros faziam 'crtl c' do que passava na TV, e sem dúvida foi um prato cheio para a mídia. Mas seja bom ou ruim, eu ainda não tinha parado para refletir ou escrever nada a seu respeito.
Simplesmente direi aquilo que realmente senti com tudo isso, não podendo descartar é claro que o apelo que a mídia fez pôde até ter contribuído para as minhas impressões, mas tenho por mim que se outro artista de grande porte como a Madona, por exemplo, viesse a morrer, mesmo com o circo que venham a montar (como foi a cerimônia do funeral de Mike) não sentirei tanto como senti na morte de MJ. (É estranho dizer, mas eu fiquei realmente triste.)

Michael sem dúvida era mais que um talentoso músico e dançarino, ele tinha um ar de ingenuidade e um carisma ímpar que poucos artistas possuem, apesar de todas as polêmicas que o rondavam, a estranha face que estampava em seu rosto, as acusações de pedofilia, e tantas outras boas pedidas para os tablóides... Eu nunca o ví como o esquisito que todos achavam ou o criminoso que tivesse realmente culpa do que o acusavam. Achava bizarra a aparência que denotava uma obsessão que ninguém soube ao certo explicar bem, mas que demonstravam uma personalidade conturbada, talvez por causa da infância que não teve, por causa do pai, de nunca saber como é viver normalmente sem estar debaixo dos holofotes, enfim, tantas coisas que poderiam ter desencadeado essa metamorfose do seu exterior.


Michael Jackson para mim era apenas um cara que era famoso pelas suas excentricidades e pelas músicas que viravam hits e febres mundiais. E preciso confessar, que assim como muitos me tornei fã depois de sua morte, suas músicas não marcaram nenhuma época da minha vida (até porque quando eu nasci o álbum Bad estava sendo lançado), nunca fui de procurar nada sobre sua biografia também, contudo eu conhecia suas músicas, seu jeito único de dançar, sempre parava quando passava em algum momento da TV os seus clipes engenhosos e suas danças inconfundíveis. Michael era um gênio sem sombra de dúvidas. Um gênio que se foi rápido, assim como tantos outros que deixaram um rastro de suas genialidades como legado. Um homem que
queria ser um menino eternamente, um menino que nunca soube o que é brincar na rua
sem ser apontado como uma celebridade, abrilhantou a indústria da música como poucos já foram capazes de fazer, foi alguém que o mundo não soube compreender, mas sempre irá se lembrar.



Mitos ou verdades?

Em entrevista ele sempre afirmava ter feito duas únicas intervenções cirúrgicas no nariz. Não gosto do escarcéu da mídia sobre isso, mas todos sabemos que aquele rosto é fruto
de muitas cirurgias estéticas, as vezes eu me pego pensando (enquanto vejo seus videoclipes antigos) " Poxa! Porque você não parou ai, Michael?"
Quanto ao vitiligo eu não acreditava muito antes, mas mudei de ideia, eu era cética por saber que a doença se manifesta deixando manchas e a pele do Mike aparecia sempre em uma cor homogênea, primeiro mulata (na era Bad) e depois completamente branca
(já no início dos anos 90). Resolvi acreditar na história talvez por uma série de fatores
que vieram de forma mais evidente depois da morte, já que eu nunca procurei nada a esse respeito, se é verdade ou não, acho que não importa mais. Mas vou apontar algumas dessas evidências, pois elas me surpreenderam, e me fazem ver que o nosso próprio julgamento pode muitas vezes ser equivocado.

É possível encontrar algumas fotos do Michael na internet de supostas manchas em sua pele, que cada vez mais aparecia coberta por panos, daí vem a pergunta que na verdade esclarece muita coisa:
Por que em dada época ele passou a utilizar tanto luvas, chapéu? Estilo talvez? Quem sabe, mas por que não uma forma de esconder a pele que cada vez mais mudava de cor e manchava seu corpo? O jeito era clareá-la de uma vez, porque é melhor se tornar
branco do que parecer um dálmata, afinal ele dependia da aparência também, era um artista.
Ví também um documentário sobre o vitiligo e sua relação com MJ. Com entrevista de um homem negro que sofre e conhece bem a doença e de forma esclarecedora aponta que o vitiligo em Michael Jackson era real, pois assim como ele, disfarçava as manchas com maquiagem, mas diferentemente de Michael seu corpo era mais negro do que branco, e ele se maquiava para continuar sendo negro. Suas palavras na entrevista foram muito claras: “ se eu tivesse a maior parte branca, com certeza esconderia as manchas negras.” Creio que não é uma questão de escolha, se uma pessoa tem a doença, ela vai optar pelo método mais fácil que vai garantir a ela uma vida digamos no mínimo mais normal. Eu não gostaria de passar por isso para ter a certeza ou não que MJ teve vitiligo, prefiro, no entanto me abster de julgamentos.

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